Dromedário Bicicleta – Todos os Dias em Que Estive Aqui (blablablabla)

Dromedário Bicicleta - Todos os Dias em Que Estive Aqui (blablablabla)
Artista: Dromedário Bicicleta
Título: Todos os Dias em Que Estive Aqui (blablablabla)
Ano de Lançamento: 2014
Palavras Chaves: loki, música brasileira, rock anti folk, anti-folk, eita, galinha de borracha, garcia Lorca, hambúrguer, lhamas, Sao Paulo
Selo: LOKI ( https://www.facebook.com/lokiporra?fref=ts )
Reviewer: Luis Resquin

Como diz o próprio bandcamp dos rapazes que tem suas caras na capa, o álbum foi “gravado no período de uma semana por Vitinho H. e Pedrinho Cobiaco”. É surpreendente saber disso por que se fosse pra eu chutar, diria uma semana e dois dias, uma semana e meia… A composição das musicas no geral parecem ser super bem pensadas, todos os barulhos que são ouvidos nas musicas estão exatamente onde deveriam estar, e compor todos eles juntos sem que um acabe atrapalhando o(s) outro(s), é trabalho para duas semanas e alguns dias, ou apenas uma semana se você for um dromedário em cima de bicicleta.

Pelo o que pude stalkear, Vitinho H mora em Natal, Rio Grande do Norte e faz ilustrações, quadrinhos, fotos, poemas e seu facebook diz que é “Cangaceiro na empresa Loki”. Já Pedrinho Cobiaco é “bailarina na empresa Loki”, famoso por seus quadrinhos e ilustrações, mora em Jundiaí, São Paulo. Mas vamos logo ao que não interessa…

O álbum é composto por 9 faixas e 2 bônus e a baixa qualidade de gravação toma conta de todas elas, assim que você da um play na primeira musica Nausicaa, sente que a Marceline de Adventure Time vai começar a cantar a qualquer segundo, a melodia e o som do teclado (suponho) com chiado e meio distorcido lembram muito as musicas dos desenhos animados contemporâneos, que usam um instrumento com um formato bizarro e um som meio 8-bit chamado Omnichord.

Emissão pela boca, ruidosa ou não, de gases provenientes do estômago, também conhecido e transcrito pela onomatopeia: BURP!. É assim que começa a segunda faixa, porém com um pouco de reverb por que um deles é um robô e pode ligar alguns pedais de distorção em sua garganta. Uma letra que eu não consegui entender muito bem… Talvez esta seja a intenção, e alguns instrumentos de sopro que parecem terem sido comprados em loja de 1 real, a musica segue e a partir de um momento cada estrofe parece ter sido gravada de um ambiente diferente, as vezes da pra ouvir que é um ambiente externo e num outro momento parece que foi gravado num banheiro (quem nunca?).

Na terceira faixa Distrações de Luz, as letras formam palavras, que formam uma narrativa, uma musica cantada para outro alguém falando sobre um possível encontro entre as duas pessoas, Pedro assume o vocal e o violão dessa faixa num ritmo leve e sossegado.

Na faixa Alpiste chamaram uma terceira pessoa para cantar, talvez você não reconheça a voz rouca, mas é aquela famosa galinha de borracha gritando no fundo, e bem acompanhada de um teclado que te faz dançar com cabeça. O álbum tem bastante influência do musico Adão Verdão (Adam Green) e suas péssimas musicas bem elaboradas do álbum Garfield de 2002 depois de ter ganhado experiência com sua antiga banda The Moldy Peaches, que fazia praticamente o mesmo estilo de musica.

Falando no Adam a faixa Beirada não deixa de lembrar ele novamente, Pedro cantando e tocando violão e Victor com o maravilhoso som da escaleta, guitarra e alguns “tapinhas na bochecha” fazem com que a gente levante e aceite o pedido da musica: “venha dançar comigo”.

A sexta faixa Vertigem vem pra te enganar, dando a impressão de que o álbum esta acabando e realmente poderia acabar agora e estaria tudo bem, muitos estariam satisfeitos, mas o Dromedário pedalou bastante em sua bicicleta para não deixar ninguém apenas satisfeito e preparou mais algumas faixas pra não deixar ninguém com vontade…

Ao Redor… Não tive como não lembrar do Rodrigo Amarante e seu violão meio deprimido, um instrumento diferente como o kazoo fazendo o contraste e o “hmmmm hmmmm hmmm”. Nesta faixa Victor e Pedro cantam juntos letras diferentes, lembrando algumas faixas que Kimya Dawson canta junto com Adam Green. Seguida pela faixa Far a Leste na mesma pegada que a musica anterior, mais devagar com o “hmmm hmmm hmmm” e com uma batucada um pouco mais feroz na mesa que tinha diante deles.

Um ótimo prólogo vem pra fechar o álbum com uma letra que tem tudo a ver com despedida, algo como apocalipse… Alocaplicse. E voltam com tudo com aquela flautinha da loja de 1 real, tudo bastante improvisado e gradativamente ficando mais frenético e sinistro ao longo da faixa.

Quando o Download é feito pelo bandcamp o álbum vem com duas faixas de 50 segundos cada uma, Algodão Colorido que conta com a presença vocal de Marina Cobiaco, provavelmente uma parente de Pedro? Não sei, e a segunda faixa bônus chamada Pão de Batata, que fala sobre… pão de batata.

https://dromedariobicicleta.bandcamp.com/

<RES>

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